Mais dia, menos dia e não importa o que se faça: o carro vai precisar de manutenção. Troca de óleo, de filtros, balanceamento, alinhamento, a marcha não engata, o motor falha, o veículo não pega. Alguma coisa sempre acontece e torna as visitas às oficinas mecânicas mais frequentes do que é do gosto do consumidor.

E para potencializar o dissabor que é deixar o automóvel parado para os reparos, quando se somam os valores dos serviços indispensáveis para o bom funcionamento,  a estimativa de custo, na maioria das vezes, foge o orçamento disponível. Complicado? De fato, é. Mas não precisa ser.

Existe uma solução para qual, aparentemente, os empresários do ramo automotivo ainda não se atentaram. Mas, não se preocupe, a FalaAuto vai dar uma forcinha. Acompanhe a leitura!

Analisando o cenário

Quantas vezes você já ouviu alguém se queixando das despesas com o carro? “A revisão ficou cara. O conserto pesou no orçamento!” Certamente, um número a perder de vista. 

Mas entendamos o contexto de tanta lamúria: os serviços feitos nos veículos normalmente não saem por menos de R$ 300,00 (estimativa que reúne basicamente peça e mão de obra). Acrescidos dos outros gastos mensais (água, luz, alimentação etc), esta quantia, por menor que seja (e, cá pra nós, representa uma significante fatia do salário brasileiro), acaba por afetar o orçamento da família.

E diante dessa situação, dois panoramas são muito comuns. O primeiro é o adiamento. Muitas pessoas optam por retardar a manutenção do automóvel. O segundo é o reparo gradativo. Ou seja, os serviços são realizados aos poucos, à medida que a remuneração permite.

No entanto, tanto uma quanto outra decisão, além de ser um verdadeiro perigo, traz consequências que vão totalmente na direção oposta de fazer economia, já que uma peça desgastada, por exemplo, pode comprometer o desempenho de outro mecanismo. No final, a conta, que era R$ 300, passa para R$ 500. Se antes já estava salgado, agora azedou de vez.

É, não tem jeito, mesmo; tem que fazer. Mas como resolver a questão?

Avaliando possibilidades

Para o consumidor, reduzir o preço é a melhor das soluções. Mas e quanto ao empresário? Não parece muito justo, especialmente para aqueles que investiram alto com o objetivo de disponibilizar  um ambiente diferenciado, com profissionais que inspiram confiança, dentre os demais atributos que tornam tal estabelecimento famoso pela ótima reputação.

Sob a perspectiva dos donos de oficina, um dos pensamentos mais recorrentes é a mudança de fornecedor. Entretanto, quando essa alternativa é cogitada com intuito exclusivo de reduzir os custos (como é o caso), ela deixa de ser uma saída e torna-se mais um problema, uma vez que essa alteração normalmente acarreta na qualidade dos produtos oferecidos. Também não parece nada justo, mas agora com o consumidor – fora o risco de a empresa perder sua credibilidade e consequentemente toda a clientela.   

Será que existe uma resposta que não deixe um gosto amargo para nenhuma das partes envolvidas no negócio?

Tirando conclusões

Uma pesquisa desenvolvida pela FalaAuto revelou que na maioria dos casos nem é do preço em si que o cliente reclama, mas da falta de flexibilidade nas condições de pagamento. Revendas, concessionárias e empresas de reparação automotiva não ofertam muita maleabilidade para o consumidor. No cartão de crédito, por exemplo, que é a forma mais utilizada, a quantidade máxima de parcelamento é de 3 vezes. Ajuda? Claro que sim, mas nem sempre é suficiente, dependendo do valor que os serviços somam.

Talvez esteja faltando aqui um pouco mais de empatia. Veja bem: quando você, empresário, assume o papel de cliente na interação com seus fornecedores, com o que constantemente se incomoda? Com os prazos, que, no geral, são muito curtos. Não seria também muito melhor se eles pudessem dividir em mais vezes o preço final? É obvio!

Agora, imagina o quanto você poderia promover de melhoria na experiência do cliente, se fizesse o mesmo no seu estabelecimento. Parcelar em 10,12, 18 vezes. Ou, de repente, disponibilizar um financiamento em parceria com algum banco. Quem sabe, fornecer um carnê e até um cartão fidelidade. Sem sombra de dúvida,  são alternativas que ajudariam exponencialmente a vida do consumidor cujo montante reservado para as despesas do veículo é bem escasso. 

Precisa de um estímulo extra? Então, pense: quem mais faz isso hoje? Seja pioneiro! Certamente, este é um diferencial que atrairia mais consumidores, além de fidelizar aqueles que, por outras razões, já são seus clientes.

Solucionando o caso

Clientes querem qualidade de produtos e serviços; querem transparência, bom atendimento e, claro, preço. Mas o que definitivamente todos os clientes desejam é flexibilidade nas condições de pagamento. Trabalhe nisso e torne mais doce a experiência de quem é preciso encantar.

 

E quanto a você: o que quer?

Tenho certeza que aumentar o faturamento é um dos objetivos. Então, aproveita para descobrir “Qual a melhor estratégia de vendas?“. 

 

 

 

Sobre o autor

Tatiana Pinheiro

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