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O Brasil é composto, em sua maioria, por empresas familiares. Atualmente, elas são responsáveis por 60% dos empregos formais do país, o que significa que possuem um peso significativo na economia brasileira. Outro dado interessante mostra que o Brasil possui 15 organizações entre os maiores conglomerados familiares do planeta.

Mas quais são os desafios de se gerir uma empresa familiar? Geralmente, quem inicia um negócio em parceria com familiares acredita que o empreendimento dará certo somente pelo fato de estar cercado de pessoas de confiança. Afinal de contas, quem pode ser mais confiável do que um parente próximo?

Mas é na continuidade do negócio que começam os desafios e os problemas de gerir uma empresa familiar. Dificuldades em dar feedbacks negativos, pouco profissionalismo, conflito entre membros da família e colaboradores provenientes do mercado são apenas alguns dos obstáculos para se manter a empresa nos trilhos.

Características das empresas familiares

Em geral, empresas familiares possuem uma cultura organizacional forte e bem definida. São organizações que têm a cara dos seus fundadores e isso é, rapidamente, assimilado por todos os colaboradores, sejam eles parentes ou não.

Outro ponto positivo é que, geralmente, os fundadores trabalharam muito para que o negócio pudesse prosperar no seu início. E, de fato, alguns ainda fazem questão absoluta de colocar a mão na massa, mesmo contando com uma estrutura mais robusta. Isso gera nas pessoas a empatia com os donos e favorece muito a motivação de todos os funcionários em contribuírem com os objetivos estratégicos.

A gestão de pessoas nas empresas familiares

A gestão de pessoas é uma atividade que deve ser realizada por todos os líderes da organização – e não só pela área de Recursos Humanos. Gerir pessoas significa cuidar de um dos mais importantes componentes da instituição: justamente os colaboradores, que trabalham todos os dias para que a empresa atinja seus objetivos.

Em empresas familiares, o corpo de funcionários é composto tanto por membros da família quanto por profissionais de carreira que já têm experiência de mercado.

O grande erro cometido por gestores desse tipo de empresa é tratar esses dois públicos de formas diferentes. Enquanto parentes são geridos com base em laços familiares, os funcionários de carreira ganham uma gestão mais profissional, com avaliações de desempenho, punições e promoções baseadas em resultados.

Por mais difícil que possa parecer, a melhor maneira de se fazer a gestão é dando aos familiares o mesmo tratamento concedido ao restante dos colaboradores. Criar privilégios com base apenas nos laços sanguíneos gera conflitos internos difíceis de serem combatidos. Afinal de contas, como lidar com o fato de que um funcionário de carreira possa ter menos chances de crescimento do que alguém da família apenas porque não faz parte dela?

A confusão entre família, empresa e patrimônio é muito comum em organizações familiares. Muitas vezes as decisões são passionais e baseadas em laços afetivos, não em resultados matemáticos. A receita certeira para o sucesso na gestão de pessoas é: trate os colaboradores da mesma forma, com critérios e regras claras entre eles.

 

Sobre o autor

José Olavo

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