O que envolve a regulagem do assento?

Apesar dos atuais carros apresentarem avançadas tecnologias que promovem muito conforto, dirigir nos dias de hoje não é tão prazeroso quanto se espera. Muito do estresse ao volante é decorrente do caos do trânsito, composto por constantes congestionamentos, acentuada falta de educação e grande volume de buracos nas estradas.

Todos estes fatores contribuem, de fato, para o desgaste físico e mental de motoristas. Mas há um outro elemento, corriqueiramente negligenciado, que influencia de forma violenta no bem-estar dos condutores de veículos: a (má) regulagem do banco. 

Seja pela pressa, automatismo, preguiça ou desprezo, mesmo, a verdade é que boa parte dos motoristas não dá a devida atenção a este quesito, que envolve basicamente 6 passos. Veja abaixo como ajustar adequadamente os bancos do carro!

Como ajustar o banco do carro

O correto ajuste dos bancos do carro propicia uma condução segura e agradável.

Considere a altura

O ajuste correto deste item relaciona o olhar com o painel, paralelamente. Ou seja, a cabeça deve apresentar posição reta de modo que a visão não seja prejudicada por qualquer inclinação (cima ou baixo). Tensão no pescoço e ombros, além de dores na coluna e má circulação, são consequências desta equivocada regulagem.

Atente-se à distância

O ideal é que os pedais de embreagem, freio e aceleração sejam acionados com naturalidade, desprovidos de qualquer esforço, isto é, sem exigir o estiramento ou a hiperflexão das pernas. Motoristas que se sentam muito próximos ou distantes do volante costumam ter dificuldades na movimentação e tendem a se queixar de tensão muscular, especialmente nos membros inferiores.

Preocupe-se com a inclinação do encosto

A perfeita acomodação envolve um leve alongamento de braços (formando um ângulo aproximado de 120º). O posicionamento impróprio dificulta manobras de curva e baliza e afeta diretamente os reflexos do condutor, além de causar-lhe cansaço e desconforto nas costas.

Cogite a elevação e espaçamento do volante

A altura adequada da direção apresenta um palmo de distância entre a base do volante e as coxas. Esta configuração viabiliza a livre movimentação das pernas, bem como a pilotagem.

Sabe-se que nem todos os automóveis oferecem tais recursos – em especial o que diz respeito à profundidade do volante. Neste caso, utilize a regulagem do banco para a aproximação ou afastamento. Trata-se do mesmo conceito em ambas circunstâncias.

Importe-se com o encosto da cabeça

O posicionamento certo expõe a parte inferior do pescoço e o topo da cabeça. Tal preocupação, aliás, cabe não só ao motorista, mas também aos passageiros. Qualquer ajuste diferente compromete a segurança de todos os ocupantes do veículo sobretudo em situações de acidentes por colisão traseira.

Pondere o nível do cinto de segurança

A faixa deve passar na altura da clavícula, ou seja, entre o pescoço e o braço. Esta é também uma questão que engloba todos os ocupantes do carro. Em pessoas de baixa estatura, o desleixo quanto à regulagem provoca lesões no pescoço. Já em indivíduos muito altos, machuca o antebraço. O desajuste desta natureza interfere inclusive na eficácia do dispositivo.

Cuide-se!

Independente da extensão da viagem, a regulagem correta dos bancos do carro é indispensável e influencia exponencialmente na qualidade deste deslocamento. Mesmo em veículos que dispõem da pilotagem automática, é importante que a postura certa seja configurada, uma vez que, além de facilitar a retomada de condução (emergencial), pode até salvar vidas nos casos de acidentes.

Portanto, preocupe-se menos em sintonizar o rádio e mais com o posicionamento ideal do assento. Dessa forma, você não apenas garante um agradável e seguro passeio como torna o ato de dirigir uma aprazível experiência.

Gostou do artigo?

Curta nossa fanpage e fique por dentro de todo o conteúdo que a FalaAuto oferece!

Leia também nosso material sobre estepe sobressalente – 4 dicas para evitá-los.

 

Sobre o autor

Tatiana Pinheiro

Deixar comentário.