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4 MOTIVOS PARA EVITAR O ESTEPE SOBRESSALENTE

O número de SUVs que apresentam estepes pendurados nas traseiras, sobressalentes, aumentou de forma vigorosa nos últimos anos no país. Isso porque essa versão mais aventureira, que lembra utilitários esportivos, como jipes, caiu no gosto do consumidor brasileiro. Apesar de ser uma preferência nacional, esse capricho traz um pacote de inconvenientes que a maioria dos proprietários deste modelo de veículo desconhece.

1º – Espaço:

Embora muitos argumentem que o estepe do lado de fora do automóvel representa um ganho de espaço (interno), já que libera o porta-malas da tarefa de armazená-lo, o pneu sobressalente mostra-se, na verdade, um problema desse quesito, especialmente no que diz respeito ao tamanho das vagas de estacionamento, por vezes, muito reduzidas.

Dois cenários são pintados diante dessa realidade: primeiro, boa parte do seu carro pode ficar vulnerável a colisões, visto que está fora da área demarcada para estacionar (e em alguns casos, isso gera até multas).

Segundo, quando é preciso acessar o bagageiro dentro destas vagas de tamanho diminuto, um “ritual” tem início. Uma vez que nesses modelos o porta-malas não abre para cima, como nos convencionais, e sim para a lateral, será necessário reservar um espaço para a abertura da porta traseira (dentro da vaga), retirar o conteúdo, fechar o compartimento e só então posicionar adequadamente seu automóvel na garagem. Nada prático.

2º – Visibilidade:

Outro ponto que fica comprometido é a visão. Como a parte superior do estepe cobre uma grande área, central inferior, do vidro traseiro, acaba prejudicando a visibilidade do motorista, sobretudo nas manobras de ré. Além do mais, nos casos em que o automóvel não conta com sensores de estacionamento, o pneu sobressalente pode complicar a ideia de dimensão do veículo.

3º – Vida útil:

Infelizmente, o design arrojado, sugerido por esse posicionamento do estepe, afeta também a durabilidade do item. Todo e qualquer pneu é projetado para ser resistente em sua base de rolamento (banda), não em suas laterais – exatamente a parte que fica suscetível ao choque. Mesmo nas colisões de baixo impacto, como um estacionamento mal planejado, as chances de danificar o estepe são grandes – e talvez seja necessário substitui-lo antes mesmo de utilizá-lo para a sua finalidade.

4º – Custo:

Por fim, nenhum quesito preocupa mais o brasileiro do que aquele que se refere ao bolso. Então, se ainda existe alguma dúvida sobre por que vale a pena evitar o pneu sobressalente, eis a cartada final: gasto. Quando um veículo bate na traseira do seu carro, o forte impacto é distribuído de maneira igualitária, o que ocasiona menos projeção e danos.

Já nos automóveis que dispõem do estepe pendurado no porta-malas, o choque fica concentrado nessa região, o que pode lesar a carroceria do veículo. Cá para nós, os valores para reparos dessa natureza são bem pouco atrativos. Inclusive, os preços de seguros para esses carros sofrem interferência por conta deste dado, tornando-os evidentemente mais onerosos.

A intenção desse artigo não é acabar com o seu sonho de dirigir um SUV com estepe sobressalente, mas orientá-lo quanto ao que pode vir a se tornar um pesadelo. Então, se for comprar, pelo menos esteja consciente!

 

Fonte: educaçãoautomotiva.com

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Sobre o autor

Tatiana Pinheiro

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